O bairro de Campos Elísios foi um dos primeiros bairros planejados da cidade de São Paulo, tendo sido os lotes implantados em área de antigas chácaras da região, sendo os seus empreendedores os empresários Glete e Nothmann. O bairro foi um dos primeiros a receber energia elétrica e serviço de bondes da cidade.


A antiga residência, projetada em 1914 para residência do Cel. Juliano Martins de Almeida, é um exemplo do enriquecimento e decadência de uma família e do bairro. A casa foi construída como um chalé urbano, em estilo eclético, e com o emprego de técnicas construtivas e elementos arquitetônicos e decorativos que, à época, havia menos de vinte anos que se tinha iniciado os seus usos na cidade e no país. Estes elementos e características refletiam o gosto europeizado dos proprietários e a necessidade de alterar o status da cidade colonial para a grande metrópole que estava se desenvolvendo.


Com o passar dos anos o bairro foi entrando em decadência e a casa foi mudando de dono até servir de cortiço durante algum tempo - época em que a antiga construção sofreu inúmeras mutilações, entrando em processo de arruinamento. Quando a Seguradora Porto Seguro comprou a edificação - tombada pelo Patrimônio Histórico – já estava abandonada há alguns anos, tendo perdido boa parte de paredes e pisos internos. Fomos contratados para desenvolvimento de projeto e obra para implantação dos setores de “Qualidade de vida” e “Biblioteca” da Porto Seguro, tendo sido recuperadas todas as fachadas com seus elementos principais, e alguns elementos, como pisos, forros e esquadrias originais, outros elementos que tinham referências de modelos, foram executados novos com técnica e materiais da época. O projeto civil foi desenvolvido em parceria com o Arquiteto Renato Siqueira e a obra em parceria com RC Empreendimentos.